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Quarta-feira, Maio 24, 2006
Alguém que lhe roube o chão!, era isso que tentara, por meio de rodeios, lhe dizer; alguém que lhe devolva a razão do quase-ser e lhe traduza, embora sem palavras, o motivo de ter algo saltitando copiosamente, a cada segundo mais intenso, no lado esquerdo do peito. É quase se contradizendo que a acentuada calamidade de rios escaldantes de sentimentos deságuam-se em lagos de águas frias, ácidas e rasas. - Oh! Quão frias eram àquelas águas, d'onde tudo quanto as tocavam, congelara. ::por Marília Alves | 21:27
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