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Quinta-feira, Junho 01, 2006
Por quanto desejei, hoje fico a esperar. Sua ausência - a falta me protege de uma loucura maior. É medo e eu sei. Sei que não sairia inteira e que essa metade imensa falta faria, pois me fora de grande valia quando te encenava amor em desperdício de ilusão. Esperar-te acordar para o mundo ao mesmo instante em que me despia dele, procurando encontrar-te. Espiar-te a vida e de repente sentir que ela em muito me cabia. -o chão se abria- Enfim, caída, ressoava amor. -amor- Era o que se ouvia, embora em outras palavras. -alegria- Foi longo e profundo, mas passara. -tolo suspiro- Quase me respingara insensatez. Insistente frigidez aquiete-se aí, o dia ainda não raiou. Estamos em penumbra, ainda há tempo antes do último grão da ampulheta. ::por Marília Alves | 21:00
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